Em meados de 1987, deu-se início, por parte de trabalhadores rurais vindos de comunidades vizinhas, a luta pela desapropriação dessas terras.
Nessa mesma época, o então bispo da diocese de Tianguá (Dom Timóteo), percebendo que essas terras estavam sendo griladas por alguns proprietários da outra margem da BR 222, incentivou aqueles agricultores que ali estavam a ocuparem o local, e posteriormente negociou, junto ao INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) a desapropriação do terreno.
Em Julho de 1988, saiu o decreto de desapropriação, e em outubro do mesmo ano a emissão de posse das terras. A partir daí iniciou-se o processo de seleção das famílias.
Como a propriedade era totalmente desabitada, os trabalhadores começaram a construir suas barracas à margem da BR 222 como forma de proteção do terreno.
Várias necessidades foram surgindo, e os trabalhadores sentiram a necessidade de fundar uma associação para facilitar o encaminhamento de suas reivindicações, entre elas, conseguir um projeto de irrigação, energia elétrica, construção de uma escola, posto de saúde e casa de farinha. E no ano de 1992, criou-se oficialmente a Associação Comunitária do Valparaiso (ACV).
Graças à luta, resistência e união, várias conquistas foram realizadas:
Graças à luta, resistência e união, várias conquistas foram realizadas:
- Hoje, há sistema de irrigação com hortifrutigranjeiros.
- Duas escolas que atendem desde a creche até o 9° ano do ensino fundamental.
- No ramo da cultura, existem grupos de dança, artesanato e capoeira, além da Semana Cultural, que é um evento anual onde se abre espaço para a diversidade cultural da comunidade.
